Estou a atravessar uma fase de mudança já há algum tempo. Creio que tudo começou quando viajei sozinha para a Tailândia em 2017. Ou melhor, quando comprei o bilhete para a viagem. Pois esse foi o primeiro passo oficial, e tudo começa com o primeiro passo não é? Acho que o meu processo de mudança começou aí, nesse segundo. No segundo em que eu soube que me ia atirar sozinha e de cabeça para fora da minha zona de conforto, para o outro lado do mundo! O primeiro passo para uma mudança interior que eu mal sonhava que estava prestes a acontecer.
E depois fui. E depois voltei. E depois mudei de casa e de zona. E depois abri o meu negócio juntamente com o meu irmão. E depois quase sem aviso o meu irmão foi embora e eu fiquei a gerir o negócio sozinha durante quatro meses. E depois ele voltou. E depois eu fui sozinha durante três semanas para a Califórnia. E depois voltei. E depois finalmente apaixonei-me pelo meu negócio, e depois lá fiquei eu a geri-lo sozinha outra vez.
E agora aqui estou. Depois de lágrimas e sorrisos. De aventuras boas e aventuras más. De escolhas certas e escolhas erradas. De desafios impostos pela vida, outros desafios impostos por mim própria. Estou aqui, no seguimento deste processo de mudança com o qual eu sem dúvida não contava. Não sei se vai apenas no início, se vai a meio, se está a chegar ao fim. Sei que não sou a mesma pessoa que era há dois anos atrás e que todos os dias a pessoa que sou muda um pouco mais. A criação da minha página no Facebook também tem vindo a contribuir muito para este processo. E espero que este blog seja um acréscimo e continuação da mesma. Pois o que escrevo começou por ser uma mistura dos meus sentimentos, pensamentos, senso comum e do que achava que era o certo. Mas cada vez mais se está a tornar em fortes convicções e numa vincada filosofia de vida. Parece que quando passo os meus sentimentos, pensamentos e convicções para palavras, os mesmos se tornam ainda mais reais!
Devo muito disto às pessoas que seguem a página e que através da mesma comunicam comigo e também umas com as outras. Estas pessoas inspiram-me! Inspiram-me a continuar a mudar e a melhorar a pessoa que eu sou. Inspiram-me a continuar a construir esta nova filosofia de vida! Este modo de estar. Sou tão grata por me ajudarem com este processo de mudança, por me acompanharem, apoiarem e inspirarem.
E por isto devo a todas as pessoas que me lêem um gigante obrigada!
FOTO: Banguecoque, Tailândia, MAR2017. Tirei esta foto no meu primeiro dia em Banguecoque, ainda não tinha feito nenhum amigo, estava assustadíssima. Mas o sorriso estava cá, tinha o meu livro na mala e finalmente encontrado um jardim com sombra! Porque não haveria eu de sorrir? :)
"Ninguém tem que estar feliz a toda a hora. Isso não é saúde mental, isso é treta."
- Meredith Grey (da série de TV, "Anatomia de Grey")
Bipolar?? Haha! Hoje em dia as pessoas usam palavras "pesadas" com uma "leveza" impressionante!
Será ser-se bipolar apenas por não nos sentirmos sempre da mesma maneira? Por um dia estarmos recetivos a companhia, sorridentes e cheios de vontade de falar e partilhar, e por no dia seguinte termos mais vontade de abraçar a introspecção e estarmos sós, apenas na nossa companhia? Não me considero bipolar. Sei que não o sou. Sou HUMANA. E não ando sempre da mesma maneira, não me sinto sempre da mesma maneira, não encaro as coisas nem as pessoas sempre da mesma maneira. Tenho fases, tenho humores, tenho vontades, tenho impulsos. Tenho dias, e tenho outros dias. SOU HUMANA.
É também humano quem está sempre igual, quem se sente sempre da mesma maneira, quem tem pensamentos sempre e absolutamente fixos. É também humano. Apenas um humano diferente de mim.
Aceitemo-nos e respeitemo-nos uns aos outros! Sem stresses!
"O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra." - William James
Defendo a ideia de que não devemos provocar ou procurar a discórdia. Acho que devemos evitar discussões desnecessárias para o bem de todos e principalmente o nosso. Às vezes custa engolir os famosos "sapos", mas treinamos a nossa paciência e sabedoria quando o fazemos. Temos que pensar para nós mesmos: -"Vale a pena ter esta discussão? Vou ganhar alguma coisa em chatear-me? Ou será que vou perder? É assim tão importante exibir o meu ponto de vista? Se calhar depois fico a sentir-me mal e arrependo-me de ter dito isto ou aquilo.". Paremos um minuto para fazermos estas questões a nós mesmos antes de começarmos a deitar tudo cá para fora.
Com isto não quero dizer que temos que nos calar sempre. Não devemos confundir o saber ficar calado com ser submisso. Temos que encontrar aquela "linha" que separa o saber evitar um conflito e o deixar que nos façam de "parvos". Temos que aprender a ter a percepção da situação que enfrentamos, quando vale ou não a pena. Pois às vezes é bom e proveitoso expor as nossas ideias e opiniões. E é melhor ainda quando temos o tacto e a sensibilidade de o saber fazer.
Tenho vindo dia a dia a tentar crescer como pessoa e a ser mais ponderada. E é aí que quero chegar, uma pessoa que pondera tirará muito mais proveito das situações do que as que não ponderam. Pensar e agir? Pensar e não agir? Agir sem pensar? Ponderem.
Eu nem sempre pensei desta maneira, mas acho que a vida tem muito a ensinar, e eu só quero aprender! 😊
Custa-me ver pessoas de quem eu gosto tristes. Custa-me muito. Mas o que mais me custa é ver e saber que há pessoas que "colocam" inteiramente a sua felicidade e o seu bem estar nas mãos e vontade de outras pessoas. É certo que precisamos de pessoas à nossa volta para ser MAIS felizes, mas a primeira pessoa de quem depende a nossa felicidade e o nosso bem estar, temos que ser NÓS PRÓPRIOS. Os outros têm que ser um acréscimo, uma ajuda secundária. Nós guardamos a nossa comida no frigorífico do vizinho? Guardamos a nossa roupa no armário da nossa melhor amiga? Não! Então porquê colocar a nossa felicidade e o nosso bem estar inteiramente nas mãos de outra pessoa?? Não! A nossa comida no nosso frigorífico, a nossa roupa no nosso armário, e a nossa felicidade nas nossas mãos! É algo muito precioso! E temos que a guardar, alimentar, proteger e defender com unhas e dentes!
Chorar, perder o gosto pela vida, desistir... Por quem não merece? Por quem não nos dá valor? Não, não consigo entender. Quero ser sensível e compreensiva em relação ao assunto, mas não consigo. Há quem não me entenda a mim, e há coisas que sou eu que não entendo.
Lembrem-se que vocês tem que gostar de vocês próprios mais do que qualquer outra pessoa. Querer que alguém goste de vocês mais do que vocês próprios, é insensato e irrealista.
Errar. Todos erramos. Todos nós cometemos erros. O que fazer depois?
Bem, já sabem que aqui o que escrevo é apenas o meu ponto de vista, e não uma verdade absoluta e adquirida.
Acho que errar faz parte de viver. Às vezes fazemos coisas que não devemos, dizemos coisas que não devemos, ou deixamos por fazer ou dizer coisas que deveríamos ter feito ou dito. Às vezes um erro nosso pode magoar ou ofender uma pessoa, ou mais do que uma pessoa. Às vezes a pessoa lesada com os nossos erros somos nós próprios. Há erros possíveis de corrigir, há outros que não. Mas quero acreditar que nada é completamente irreparável. Quando erro, a primeira coisa que tento fazer é aprender. Aprender a lição, aprender a não voltar a fazer determinada coisa ou algo de determinada maneira. Aprender. A seguir, tenho que me libertar do erro. Culpa, consciência pesada, arrependimento. Isto são sentimentos que nos bloqueiam, e que só nos vão pesar no presente, pois não vão alterar em nada o passado e o que fizemos. Tiremos a lição e libertemo-nos. Desta maneira, o nosso erro do passado vai alterar o nosso futuro para melhor! Pois vai nos tornar mais fortes, sábios e ponderados.
Quando erram comigo, posso ficar fula, magoada, irritada, triste. Mas quando sou eu que erro e percebo que o meu erro só trouxe dissabores, custa-me sempre muito mais!
Mas aprender e "sacodir"! Daí esta minha almofada motivacional, SHAKE IT OFF!
Quem segue a página "Sinceridade e Bom Senso" já sabe que estou, muito muito devagarinho a ler "O Segredo". Atenção, não vou desvalorizar o livro de maneira alguma, até porque comecei a ler este livro há 10 dias, e desde então, já sinto mudanças significativas na minha vida! 10 dias! Página 50!
Mas! De uma maneira simples, é fácil perceber como tudo dá tão certo não é?
Acredito na força do Universo. Acredito na Lei da Atração. Acredito na força dos nossos pensamentos e das nossas ações. Acredito no Karma e na lei do retorno.
MAS!
O Segredo aconselha-nos a PEDIR aquilo que queremos ao Universo, e a seguir, a acreditar que já o temos, e a seguir, a AGIR como se já o tivéssemos. Desta maneira estamos a transmitir ao universo o que queremos e desta maneira a ativar a lei da atração!
Ora concordo com tudo isto. Concordo mesmo! Mas, em primeiro lugar para pedirmos o que queremos, temos que SABER o que queremos. O que independentemente do que pareça, não é assim tão fácil! Depois de saber o que queremos, temos que acreditar que o temos e agir como se já o tivéssemos! Ora isto muda toda a nossa atitude perante a vida! E a nossa visão da vida também! E a nossa visão e atitude perante a vida define uma grande percentagem do que a vida realmente é para nós! Estamos a trabalhar o nosso cérebro! E tudo começa aí. Começamos a controlar as nossas atitudes, as nossas crenças, as nossas reações à vida. E, volto a dizer, tudo começa aí!
Se eu pedir mais clientes no bar e começar a acreditar que tenho mais clientes e a agir como se assim fosse, provavelmente vou andar mais simpática, mais proeminente em relação a este assunto, e assim mais eficiente e bem sucedida!
Se eu pedir mais tempo para mim, e começar a acreditar que de facto tenho mais tempo para mim e começar a agir como se assim fosse, quando der por isso estou a ler um livro, ou a ligar àquela pessoa a quem quero ligar mas nunca ligo porque não tenho tempo! Porque vou começar a agir de acordo com esta nova crença.
Se eu pedir conhecer o mundo, e acreditar que o vou conhecer de facto, e agir de acordo com esta crença, quando der por isso vou estar a ver viagens, e preços, e datas. E assim a viagem vai ficar cada vez mais perto de acontecer. Até que um dia acontece!
E assim por diante.
O primeiro passo para ativar a lei da atração é este. E assim se dá início a tudo, e o Universo começa a trabalhar a nosso favor!!!
Quando me mudei para a Praia, conheci muita gente. Entre esta muita gente conheci um grande amigo do meu Pai, o Carlos. O Carlos tem 76 anos, e por este motivo sozinho, apenas por questão de lógica e daquilo que nos ensinaram que faz sentido, tinha que tratar este senhor por "você". Um senhor de 76 anos que acabei de conhecer? Seria um atentado à integridade não o fazer! Ora eu não o fiz. Não fui capaz. Entre copos de vinho, conversas, risos e gargalhadas, nem dei por isso que estava a tratá-lo por "tu". Aconteceu, sabem quando uma conversa está tão agradável que tudo o que se diz e faz apenas flui? Pois foi assim... Um dia mais tarde, resolvi perguntar-lhe se o incomodava de alguma maneira que eu o tratasse por "tu", tendo ele idade para ser meu avô e uma vez que nos conhecíamos há muito pouco tempo. Nunca se sabe não é? E nunca se perde nada em perguntar. Ele respondeu que ficaria triste se eu o tratasse de outra maneira!
Ora agora a minha opinião sobre este tópico, e como sempre gosto de reforçar isto, esta é apenas a minha simples e humilde opinião:
Nem o "tu" nem o "você" definem o respeito que se tem pela pessoa. Podem sim definir a confiança e o conforto que se sente em relação àquela pessoa. Também não acho que tenha a ver com educação. Continuo a achar que tem a ver com o conforto e a confiança. E também com o hábito. Respeito o Carlos como respeitei qualquer um dos meus avós, no entanto, fui habituada a tratar os meus avós por você, o que não aconteceu com o Carlos, e assim entrou o meu instinto e livre arbítrio, que me levou a tratá-lo por tu. Nunca a falta de respeito, NUNCA! Neste um ano e nove meses a viver na Praia das Maçãs, o Carlos tornou-se no melhor amigo que aqui fiz. A idade é só um número e não quero saber desse número para nada. Os únicos números que eu queria saber são os da chave do Euromilhões, a futura claro! As passadas são mais números que não me interessam para nada! :p
Sem me querer alongar mais sobre este assunto, tratem-me como quiserem, dirijam-se a mim como quiserem, como se sentirem mais confortáveis, mas tem mesmo só a ver convosco, para mim é-me completamente indiferente. Desde que não me tratem mal e que se dirijam a mim numa de bem e com respeito (se acharem que eu mereço), o resto não me interessa mesmo. Está tudo bem. E vai continuar tudo bem. )
Boa noite a todos! Energia positiva e sorrisos sinceros.
💛
NA FOTO: Eu e o meu amigo Carlos depois de eu voltar da Califórnia. Ele deu-me 20€ para lhe trazer um chapéu, e eu assim fiz, é o chapéu da foto.
Em 2017, enchi-me de coragem e fiz algo que nunca pensei que algum dia fosse fazer: Viajei sozinha. E não foi assim uma "viagenzita". Eu, que nunca tinha saído da Europa e nunca tinha viajado durante mais de uma semana, decidi ir sozinha durante duas semanas para a Tailândia! Ainda me arrepio sempre que me lembro do momento em que tomei a decisão, ou do momento em que comprei o vôo, ou do momento em que pus a vista em cima do hostel onde ia ficar os primeiros dias, após me ter aventurado nos transportes públicos depois de quase 24 horas de voos e escalas... Foram muitos os momentos que nunca esquecerei, e para as pessoas que estão agora a começar a conhecer-me através deste blogue, deixo-vos aqui mais um pouco de mim. Abaixo estão as palavras que escrevi após ter regressado desta experiência maravilhosa. Estava com o coração tão cheio! Espero que gostem! :) (Entretanto já voltei a viajar sozinha, fui 3 semanas para a Califórnia, mas essa aventura ficará para um futuro post) ;)
Bora lá então tentar pôr em palavras a minha experiência e a minha opinião sobre viajar sozinha. Agora que o fiz, sei que para mim, é a melhor maneira de viajar. Quando anunciei aos meus amigos e família que ia fazer esta viagem, alguns amigos meus disseram-me que se pudessem, viriam comigo. Na altura não pensei muito nisso, mas agora, sei que se tivesse ido acompanhada, por quem quer que fosse, não me teria divertido nem metade, aprendido nem metade, experienciado nem metade, vivido nem metade. Fui livre, no verdadeiro sentido da palavra. Fiz o que quis, fui a onde quis, tudo quando quis. Passei horas e horas sem saber sequer que horas eram. E sem me preocupar. E acho que por estar sozinha, estava mais atenta e recetiva a tudo o que me rodeava. Era uma "esponja". Atenção, a primeira manhã em Bangkok, foi assustadora. Lembro-me que desci para o átrio do Hostel às 8h para não perder o pequeno-almoço grátis (não me voltei a preocupar com isso), o átrio estava vazio. Comi e saí. E foi assustador, estavam 38°, o cheio da rua era horrível, uma mistura de centenas de pessoas a cozinharem todo o tipo de coisas na rua, esgoto, urina, suor... Estava no meio do caos, com este cheiro horrível e uma temperatura de 38°. Senti-me mal disposta, assustada, e perdida. Sentei-me num degrau (nessa noite viria a descobrir que me tinha sentado na famosa da rua Khao San Road), e pensei: "Oh meu Deus, o que fiz eu? E faltam duas semanas para ir embora!" ... Sim, esta foi a minha primeira manhã em Bangkok. Caminhei mais um pouco e voltei para o Hostel para tomar um duche de água fria. Resolvi ficar um pouco no Hostel a desfrutar do ar condicionado, e conheci o Salim de Marrocos e o Christian da Estónia, ambos estavam a viajar sozinhos. Conversámos e resolvemos ir todos para Khao San Road à noite (noite brutal BTW) E pronto, nunca mais estive sozinha, "atrás" do Salim e do Christian vieram mais e mais pessoas... (a Jasmine dos EUA que era a coisa mais adorável, entre outras) Todas a viajarem sozinhas, homens e mulheres! Todos a viverem o mesmo que eu. Todos me confessaram que também estavam muito assustados no primeiro dia, não estava sozinha. A grande diferença entre estar com estas pessoas ou com alguém que poderia vir comigo na viagem, é que com eles, nunca houve um compromisso, se eu quisesse companhia, havia sempre alguém com quem falar, almoçar, jantar, sair à noite. Mas se eu quisesse estar sozinha, levantar-me tarde, deitar-me cedo, dormir uma sesta, ler um pouco, ir dar uma volta... Era só querer, estava a viajar sozinha, portanto se queria o meu espaço, tinha-o e pronto. Se queria companhia, também era só querer. O que pode ser mais perfeito do que isto? Conheci gente de todo o mundo, costumes, tradições, de todo o mundo. Tive conversas superficiais e outras profundas. Ri muito! E chorei também. Foi maravilhoso. Quando deixei Bangkok para ir para outro sítio, já não tinha medo. De qualquer maneira, ia para a praia, e aí estar sozinha não é mesmo de todo um problema. Mas fui para um Hostel onde ofereciam jantar e logo aí conheci o Reinaldo do Brasil e o David de Espanha, mais uma vez, ambos a viajarem sozinhos. E mais uma vez "atrás" deles vieram tantas outras pessoas. Gostei tanto, que cancelei uma noite que tinha marcada nas ilhas Phi Phi e fiquei mais uma noite ali. (viria a encontrar o Reinaldo do Brasil mais tarde e por acaso nas ilhas Phi Phi) Entretanto o Jamie da Irlanda, que tinha conhecido em Bangkok (andava a viajar sozinho há 7 meses, completamente à deriva) juntou-se a nós em Ao Nang, conheci a Ariana de Itália, a Erika do Brasil (também ambas a viajar sozinhas), e muitas muitas mais pessoas! No final o staff do Hostel já vinha sair connosco à noite! Haha! Quando deixei Ao Nang, tomei a decisão de que nas Phi Phi, queria estar sozinha, ou seja, estar comigo, refletir, e absorver um pouco da Tailândia de maneira diferente. E assim o fiz. Porque isto é o que acontece quando se viaja sozinha/o. Todas as decisões somos nós e apenas nós que as tomamos, sem discussões, sem segundas opiniões, fazemos o que queremos e ponto final. Foi perfeito. Sei que se não tivesse feito isto sozinha, não seria perfeito. Quero mais e mais! É só o que sei! Acabou o medo. E pronto, a quem isto interessa, aqui tem o meu pequeno resumo da minha viagem e a minha opinião final do que foi viajar sozinha. Vou repetir, não tenho qualquer dúvida.
FOTO: Feliz em Maya Bay, Koh Phi Phi. (na Praia onde foi filmado o filme "A Praia" com Leonardo DiCaprio) MAR2017
O meu nome é Lúcia e tenho 34 anos. Nasci em Lisboa e vivi em Lisboa toda a minha vida. 2017 foi um ano de grande mudança para mim. Fiz a minha primeira viajem a solo, fui sozinha para a Tailândia, e depois da viagem mudei-me para a Praia das Maçãs em Sintra, para, juntamente com o meu irmão, abrir um Hostel numa parte de uma propriedade do nosso Pai. E agora, de momento estou a gerir o Hostel sozinha, porque o meu irmão na época baixa escapule-se para o Brasil.
Hoje em dia vivo sozinha com os meus mais que tudo, os meus dois gatitos Jack e Locke! Somos os três uma família muito feliz! E mais os meus livros! Adoro os meus livros!
Isto é um resumo muito pequenino, apenas para poderem associar este blogue a uma pessoa, porque o objetivo do blogue é, a longo prazo conhecerem-me mais e mais, as minhas ideias, os meus pensamentos, as minhas aventuras, e as minhas desventuras! Se quiserem consultem a página "Sinceridade e Bom Senso" no Facebook. É uma página com 7 meses onde podem saber muito mais sobre mim. Aliás, muitas das publicações iniciais aqui no blogue vão ser repetições de publicações já existentes na página. Para que nos possamos todos conhecer um pouco melhor.
Todo o apoio nesta nova aventura é bem-vindo! Vai ser maravilhoso!!!
A minha avó materna faria hoje 80 anos. A dona Maria Josette, a mulher que me ensinou a ler, a escrever, a fazer contas, a ver as horas no relógio de ponteiros. A fazer renda, a coser as roupitas das minhas bonecas, e tantas coisas mais! E acima de tudo, ensinou-me e passou para mim muitos valores e ideais de vida. Foi uma mulher extraordinária a minha avó Josette, e sempre teve uma visão da vida muito positiva e à frente do seu tempo! Emanou alegria e positivismo até ao fim. Era uma mulher de armas com ideias fortes e fixas! Conseguia sempre o que queria. Se tivesse nascido duas ou três gerações mais à frente, acredito que seria senhora para criar um blogue, um blogue como este! Já há algum tempo que a ideia de passar a página do Facebook "Sinceridade e Bom Senso" a blogue andava na minha cabeça... A pairar e a pairar... E uma ideia é uma semente poderosíssima! A mais poderosa de todas! Comecei a perceber que ia acabar por acontecer, então ficava por decidir o quando. Pensei no dia 1 de Janeiro de 2019, mas estava ansiosa por começar. Esperaria, claro, se não me tivesse ocorrido esta fabulosa (modéstia à parte) ideia! Lançar o blogue "Sinceridade e Bom Senso" ao mundo no dia do aniversário da minha querida avó! Assim, sempre que o blogue celebrar um aniversário, vou aqui, aliás, vamos, (assim o espero) relembrar e celebrar a dona Josette!
A minha avó faleceu no dia 10 de Agosto deste ano. Há coisa de 10 anos um cancro "atacou-a" com muita força, mas ela, super mulher que era, pôs o maldito a andar! Mas 10 anos depois o maldito voltou... Com muita força, estava em todo o lado. E levou-a.
Parabéns Avó.
Apesar de começar desta maneira, este blogue vai ser acerca de coisas boas! Energia positiva, paz, aventuras, luz e magia! Bem-vindos! Que comece mais uma aventura!